Você sabe quem é seu público ou só leu o manual? O que a Mastercard e a McLaren ensinam sobre dados reais

Muita gente no mercado de conteúdo e negócios ainda confia no “feeling”. Mas, no nível de jogo da F1, o feeling sem dado é só um palpite caro. A recente parceria entre Mastercard e McLaren não aconteceu porque as cores combinavam ou porque os CEOs gostam de velocidade. Foi uma decisão baseada em uma pergunta que você deveria se fazer todo dia: “Quem é, de fato, o meu público-alvo?”
O Marketing Quântico na pista
Raja Rajamannar, CMO global da Mastercard e autor do best-seller Marketing Quântico, entende que o marketing tradicional morreu. No livro, ele defende que vivemos a “Quinta Onda do Marketing”, onde a tecnologia e a emoção precisam estar em sintonia total.
Ao analisar a entrada na F1, Raja não olhou apenas para quem ganha corridas. Ele olhou de forma profunda para o seu público-alvo e para o “momentum”. Ele descobriu que a McLaren não era apenas uma escuderia técnica; era a marca mais amada pelo público feminino.

A matemática que ninguém viu
Aqui está o “pulo do gato” técnico que o profissional de marketing moderno adora:
A Audiência: Mais de 40% dos fãs de F1 hoje são mulheres.
O Poder de Compra: As mulheres são responsáveis por quase 66% (dois terços) das decisões de compra com cartões de crédito.
Resultado: A Mastercard não patrocinou um carro de corrida; ela se conectou com a maior força compradora do seu ecossistema através de um esporte que, na teoria, era “masculino”. Isso é conhecer o público na prática, saindo da bolha do óbvio.
Do dado à experiência (The Priceless Touch)

A parceria criou o “Lounge Priceless” e o primeiro cartão exclusivo em alguns locais da europa. Por quê? Porque o público da McLaren não quer apenas ver o carro passar; eles querem o bastidor, a engenharia, o lifestyle.
A lição para você, Creator ou Business Owner: Saber que seu público tem “entre 25 e 40 anos e mora em SP” é o básico do básico. O nível “quântico” de hoje exige saber o que eles sentem, o que desejam e onde a sua marca encontra a linguagem deles (como a sintonia imediata entre Zak Brown e Raja).
Parcerias Estratégicas: Zak Brown e Raja não se deram bem apenas pelos números. Suas marcas compartilham o arquétipo da Performance Visionária. Quando os arquétipos se encontram com naturalidade, a parceria flui; quando eles conflitam, o marketing parece “travado” e artificial. O Marketing Quântico é Identidade. Não basta saber quem é o seu público se você não sabe, com clareza cirúrgica, quem é a sua marca. O arquétipo é o que define se você deve ser descolado, técnico, provocador ou acolhedor. Sem isso, você é apenas um emissor de anúncios; com isso, você se torna uma comunidade.
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Escrito por: Lucas Mourão, CEO da BCX Creators e Head da BCX Marketing, com experiência em projetos digitais e audiovisuais para marcas como FGV, Red Bull, Cargill e entre outras marcas.


